VILA MINHA CASA MINHA VIDA - RUA BAIXA

2013 - Bragança Paulista - SP - 801,51 m² (Rua Alta: 391,47 m²/ Rua Baixa: 410,04 m²)

Área do terreno: 1.000 m²

Unidade Tipo 1: 64,77 m² (total) / 58,74 m² (útil)

Unidade Tipo 1 ampliada: 80,18 m² (total) / 72,02 m² (útil)

Unidade Tipo 2: 65,72 m² (total) / 57,09 m² (útil)

Unidade Tipo 3: 68,34 m² (total) / 59,51 m² (útil)

Projeto Estrutural: Luiz Roberto de Camargo

Construção: Ueda Construções e Souza Lima

Fotos: Breno Norden

Com o objetivo de que as casas fossem enquadradas no “Minha Casa Minha Vida”, programa do governo federal de financiamento de moradias populares, o projeto foi feito seguindo as diretrizes estabelecidas pelo governo e precisava ter um custo bastante reduzido. Foram comprados oito lotes de 125m² (5x25m), o chamado “meio-lote”, que é a área mínima de terreno urbano permitida por lei no Brasil. Com a unificação desse lotes chegou-se à uma área de 1.000m². A legislação municipal possui uma tipologia chamada “condomínio deitado” que permite a construção de casas geminadas de modo que três unidades ocupem dois lotes. Assim cada unidade tem uma fração de terreno equivalente à 3,30m de frente por 25m de fundo. As seis unidades implantadas na parte baixa do terreno, em situação de aclive com a rua, foram dispostas lado a lado e de maneira tradicional. As seis unidades implantadas na parte alta do terreno, em situação de declive com a rua, formam três pares de casas, onde uma unidade se sobrepõe à outra. Esse mecanismo propiciou algumas vantagens: três unidades podem ser ampliadas e ganhar um terceiro quarto; as seis unidades possuem os fundos com 6,6m de largura e uma relação mais generosa com o quintal; a edificação se acomoda aproveitando o terreno natural. Outra característica importante do conjunto é a presença de uma área verde com 350m² no fundo das duas construções, sendo usufruída por todas as unidades. Como boa parte dos bairros periféricos no Brasil, praças e parques são insuficientes e muitas vezes distantes, sendo essa pequena área um espaço de respiro para os moradores.

A construção foi feita com alvenaria estrutural, dispensando o uso de madeira como formas de vigas e pilares, e utilizou lajes pré-fabricadas. Foram adotadas medidas para garantir uma obra econômica em todas as etapas da obra, desde a o aproveitamento natural do terreno quase dispensando a necessidade de movimentação de terra até a fase de acabamento, como as luminárias externas que foram executadas utilizando restos de tubos de águas pluviais da própria obra. Por outro lado, ao contrário da maioria de empreendimentos similares, investiu-se em paisagismo, que representa uma fração muito pequena dos gastos e dá um grande retorno de qualidade para o conjunto.

Esse empreendimento foi um ensaio na construção de casas populares com o intuito de construir conjuntos com um número maior de unidades para que seja viável a utilização de sistemas mais eficientes de pré-fabricação.